Ficha IPMA: Sardinha – Sardina pilchardus

Instituto Portugues do Mar e Atmosfera - Homepage

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Ficha técnica sobre sardinha no site do IPMA, com dados sobre a sua identificação, biologia, distribuição e habitat, pesca, projectos e outras informações.

aceder aqui

Despacho sobre o biqueirão – dias de atividade

É hoje publicado no site da DGRM o Despacho nº 32/DG/2025 que altera o número de dias da pesca dirigida ao biqueirão, com o seguinte texto:

Ao abrigo do disposto no n.º 5, do artigo 2º da Portaria n.º 308/2021, de 30 de dezembro, foi publicado o Despacho nº 32/DG/2025 que estabelece medidas de gestão para o biqueirão, a partir das 00:00 horas de dia 1 de agosto de 2025.

Fonte e PDF: DGRM, 31.07.2025

Sardinha portuguesa é sustentável. “Agora tem reconhecimento tanto nacional quanto internacional”

Sardinha ibérica acaba de conquistar o selo azul da MSC, um selo de garantia de pesca sustentável

Fonte e vídeo aqui – TVI, 19.07.2025

La pesquería de cerco de sardina ibérica recibe el certificado de pesca sostenible de MSC en un acto oficial en Portugal

La pesquería de cerco de sardina ibérica recibe el certificado de pesca sostenible de MSC en un acto oficial en Portugal


La pesquería de la sardina ibérica (Sardina pilchardus) con arte de cerco, certificada oficialmente bajo el Estándar de Pesquerías de Marine Stewardship Council (MSC) el pasado 4 de julio, recibió esta semana el certificado de sostenibilidad de esta organización, sello internacional que avala las buenas prácticas en sostenibilidad pesquera, en una ceremonia celebrada en la emblemática Terminal de Cruceros de Leixões, en Matosinhos (Portugal).


Leer más: https://www.europapress.es/epsocial/responsables/noticia-pesqueria-cerco-sardina-iberica-recibe-certificado-pesca-sostenible-msc-acto-oficial-portugal-20250718120048.html

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Sardinha ibérica volta a ter certificação de sustentabilidade, mais de uma década depois

Sardinha ibérica volta a ter certificação de sustentabilidade, mais de uma década depois
Selo MSC tinha sido suspenso em 2014, devido a desafios na gestão do stock da sardinha ibérica. Certificação foi recuperada com trabalho conjunto entre produtores de pesca de Espanha e Portugal.

Ao fim de uma década, a pesca de cerco da sardinha ibérica recuperou a certificação de pesca sustentável da organização internacional Marine Stewardship Council (MSC), que tem como objectivo promover a pesca sustentável em todo o mundo.

A pesca da sardinha ibérica (Sardina pilchardus) em cerco foi oficialmente certificada segundo o padrão de pesca sustentável da MSC a 4 de Julho, recuperando a distinção que tinha sido suspensa em 2014, devido a desafios na gestão do stock da sardinha ibérica, e a entrega do Selo Azul teve lugar esta semana, numa cerimónia em Matosinhos.​​

A certificação foi trabalhada por 17 Organizações de Produtores de Pesca de Espanha e Portugal, assim como por três associações de indústrias alimentares de Portugal, e ratificada por auditoria da entidade independente Bureau Veritas. O plano plurianual de gestão foi adoptado em 2021 pelos governos de Espanha e Portugal, incluindo medidas como períodos de defeso e limites de captura, em conformidade com as recomendações científicas do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em inglês).

A frota certificada é agora composta por 317 embarcações, 185 espanholas e 132 portuguesas, que operam no Atlântico Nordeste. ​Volta, assim, a ser reconhecida a conformidade da pesca da sardinha ibérica com a existência de populações saudáveis, impacto ambiental reduzido e uma gestão eficaz.

O plano de gestão foi partilhado entre Portugal e Espanha que, em conjunto, têm 339 embarcações de pesca do cerco vocacionadas para a sardinha, cujo trabalho foi elogiado pelo ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes. “É um sinal de sustentabilidade, boa gestão e de qualidade, num reconhecimento que vale a pena o esforço. Porque às vezes o pescador faz um esforço pela sustentabilidade e nem sempre tem esse reconhecimento”, afirmou o governante, em Matosinhos, durante a cerimónia de entrega da distinção pela MSC.

“É uma homenagem a um produto que é um excelente alimento, que está ligado à nossa cultura, que é importante do ponto de vista económico, mas também social. É um reconhecimento do trabalho dos nossos pescadores, que nem sempre são devidamente valorizados”, completou José Manuel Fernandes.

Rendimento mais justo

Segundo o governante, a campanha da sardinha de 2025 está a decorrer de forma positiva, tanto em capturas como no preço, contribuindo para um rendimento mais justo ao longo da cadeia de valor, desde o pescador à distribuição.
“Temos um aumento de quase cinco mil toneladas este ano. Portugal tem direito a 66,5% da quota partilhada com Espanha, que totaliza 51 mil toneladas. E o preço também ajuda a que haja um rendimento justo para o nosso pescador”, assinalou.

José Manuel Fernandes salientou ainda o papel da ciência neste processo, elogiando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o envolvimento directo dos pescadores na recolha e validação dos dados científicos. “Há aqui uma palavra para o IPMA, que forneceu os dados científicos. Quando esses dados são trabalhados sem radicalismo e envolvem os pescadores no processo, o resultado é positivo”, sublinhou.
O ministro apelou a que a recuperação do selo MSC seja uma novo ponto de partida para a continuidade uma boa gestão dos stocks de sardinha em Portugal e Espanha.
“Esta envolvência entre a ciência e aqueles que têm a experiência do mar, os pescadores, e o esforço que fizeram, teve aqui um resultado muito positivo. Agora é importante que não se pare, para que este sucesso e este reconhecimento se mantenham durante os próximos anos todos”, acrescentou José Manuel Fernandes.

Trabalho de dez anos

Já Alberto Martín, director da MSC para Portugal e Espanha, lembrou que esta re-certificação foi o culminar de um trabalho de dez anos, que deve deixar orgulhosos todas as partes envolvidas.

“Houve um grande empenho e trabalho dos governos, associações e pescadores, para aplicar os processos sustentáveis à pesca da sardinha. Com isso estamos agora a celebrar este feito fantástico”, disse o dirigente.

Alberto Martín lembra que esta certificação dará também mais confiança aos consumidores para consumirem mais sardinha ibérica, com evidentes benefícios económicos para toda a cadeia.

“Há um reconhecimento nacional e internacional de que a sardinha é pescada de forma sustentável. Os consumidores, tanto da Península Ibérica como do Norte da Europa ou americanos, que são muito importantes, podem ter confiança no produto. Isso traz uma mais-valia nos mercados, até porque o selo azul também implica uma melhoria contínua dos processos”, concluiu o responsável. com Lusa

Fonte: Público, 17.07.2025

A pesca de cerco da sardinha ibérica recebe a certificação de pesca sustentável do Marine Stewardship Council numa cerimónia oficial em Matosinhos

O evento contou com significativa presença institucional dos dois países envolvidos, Espanha e Portugal

Matosinhos, 16 de julho de 2025 – A pesca da sardinha ibérica (Sardina pilchardus) em cerco foi oficialmente certificada segundo o padrão de Pesca Sustentável do Marine Stewardship Council (MSC) no passado dia 4 de julho. Este selo internacional, que atesta as boas práticas em pesca sustentável, foi hoje celebrado numa cerimónia realizada ontem no emblemático Terminal de Cruzeiros de Leixões, em Matosinhos (Portugal). Do lado português, o evento contou com a presença do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Ferreira Fernandes, do Secretário de Estado da Pesca e do Mar, Salvador Malheiro, e da Vereadora da Câmara de Municipal de Matosinhos, Marta Pontes. Do lado espanhol, estiveram presentes a Secretária-Geral das Pescas do Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação, María Isabel Artime García, e o Diretor Geral da Pesca Sustentável, Ramón de la Figuera Morales. O evento foi conduzido por Alberto Martín, Diretor de Programa do MSC em Espanha e Portugal.

O evento contou ainda com a presença, entre outros, de Alberto Castro, Representante da ACERGA; Miren Garmendia, Diretora da OPEGUI, em representação das OPPs Cantábrico; Humberto Jorge, Presidente da ANOPCERCO; Luís Silvério, Vice-presidente da ALIF; José Freitas, Presidente da ANICP; bem como de Cándido Rial Rodríguez, Diretor Xeral de Pesca, Acuicultura e Innovación da Xunta de Galicia; António Coelho Cândido, diretor da DGRM; José Guerreiro, Presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA); e Sérgio Faias, Presidente do Conselho de Administração da DOCAPESCA.

Esta certificação reconhece o esforço conjunto da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca de Cerco (ANOPCERCO) e da Associação de Organizações de Produtores de Pesca do Cantábrico (OPPs Cantábrico), entidades que lideraram um exigente processo de avaliação iniciado em setembro de 2024 e conduzido pelo organismo certificador Bureau Veritas.

Durante a manhã, os presentes puderam acompanhar as descargas de sardinha no porto e lota da DOCAPESCA de Matosinhos. Também participaram numa sessão interativa com o comandante de uma embarcação de cerco certificado pelo MSC, visitaram a fábrica Conservas Portugal Norte, que faz parte da ANICP, e, por fim, assistiram à cerimónia oficial de entrega do certificado – um momento que simboliza o compromisso conjunto de Portugal e Espanha com a pesca sustentável.

A cerimónia reuniu autoridades, pescadores, cientistas e meios de comunicação, marcando um ponto de viragem na valorização do peixe ibérico nos mercados internacionais.

Com esta distinção, a sardinha ibérica – espécie emblemática das tradições gastronómicas de ambos os países -, volta a exibir o Selo Azul do MSC, símbolo internacional de pesca sustentável reconhecido mundialmente da pesca sustentável, após ter perdido essa distinção em 2014 face a desafios com a gestão deste recurso. Desde então, a pesca implementou um plano plurianual de gestão, adotado em 2021 pelos governos de Espanha e Portugal, que inclui medidas como períodos de defeso e limites de captura, em conformidade com as recomendações científicas do ICES.

A frota certificada é composta por 317 embarcações – 185 espanholas e 132 portuguesas – que operam nas zonas ICES VIIIc e IXa do Atlântico Nordeste. O processo de certificação envolveu 15 Organizações de Produtores e três associações da indústria alimentar portuguesa (ANICP, ALIF e APED), num exemplo de cooperação transfronteiriça e de forte compromisso com a sustentabilidade.

Uma celebração do esforço coletivo

Durante o evento, os representantes da ANOPCERCO e das OPPs Cantábrico realçaram “a importância desta certificação como reconhecimento internacional de uma pesca responsável, comprometida com o futuro dos oceanos e com o bem-estar das comunidades costeiras. O certificado resulta de anos de trabalho, diálogo e responsabilidade partilhada entre pescadores, cientistas e autoridades de ambos os países”, afirmaram Humberto Jorge (ANOPCERCO) Alberto Castro (OPPs CANTÁBRICO), visivelmente emocionados com o reconhecimento internacional de uma espécie emblemática para a cultura portuguesa e espanhola.

Esta certificação representa a primeira certificação conjunta entre os dois países, um exemplo de cooperação bilateral para garantir a sustentabilidade de um recurso pesqueiro vital. A gestão conjunta é a forma mais eficaz de potenciar a sustentabilidade de um recurso como a sardinha, que não reconhece fronteiras”, concluíram.

Declaração do CEO do MSC

“Quero felicitar todas as pessoas envolvidas pelo seu extraordinário espírito de liderança e compromisso, que permitiram que esta pesca emblemática e de elevado valor cultural recuperasse a certificação MSC. Os stocks foram repostos, foram implementados controlos à captura e foi acordado um plano de ação com vista a assegurar progressos contínuos nos próximos anos.

Trata-se de um feito de grande significado, sobretudo tendo em conta o estado da biomassa em 2014. Este resultado só foi possível graças ao elevado nível de colaboração e cooperação observado em toda a cadeia de valor – desde os pescadores, a indústria conserveira e distribuidora, até à comunidade científica e aos organismos de gestão de ambos os países.

Gostaria de destacar o papel determinante desempenhado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e pelo Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO), cujas investigações e provas científicas foram essenciais para sustentar esta certificação.

Esta sólida cooperação demonstra um compromisso coletivo com a sustentabilidade a longo prazo da pesca de cerco da sardinha ibérica – um recurso de grande importância, tanto para Portugal como para Espanha, e componente vital do ecossistema ibérico-atlântico e da cadeia alimentar marinha.”

— Rupert Howes, Chief Executive Officer, Marine Stewardship Council (MSC).

“Fica aqui a prova de que as organizações são capazes e quando as organizações sabem o que querem é tudo mais fácil. Quando as organizações sabem o que querem e servem a sustentabilidade, o que é essencial, o nosso trabalho fica também facilitado.

Em 2024 tivemos muito bons resultados e este selo azul é a prova disso, um simbolo de maturidade, competência e persistência… E por isso, fica aqui a esperança de que o selo da sardinha seja uma inspiração para a sustentabilidade e para uma boa articulação da fileira em todas as espécies… Temos de tirar partido dos nossos produtos naturais, mas temos a obrigação de assegurar continuidade às próximas gerações”.

— José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Pesca de Portugal.

“A sardinha é o recurso emblemático das nossas costas. Espanha e Portugal partilham o mar, mas, acima de tudo, partilham a responsabilidade de o preservar.

O cumprimento dos padrões internacionais de sustentabilidade estabelecidos pela certificação do MSC não teria sido possível sem o esforço coletivo do setor da pesca, da comunidade científica, das administrações portuguesa e espanhola, e de todos os que acreditaram que era possível recuperar o stock de sardinha ibérica e praticar uma pesca responsável.

A obtenção deste certificado não é o fim do caminho, mas sim um impulso para continuarmos a trabalhar em conjunto, garantindo que a sardinha ibérica continue a ser um exemplo de boa gestão, cooperação internacional e equilíbrio entre os pilares ambiental, social e económico.”

— Isabel Artime, Secretária-Geral de Pesca, Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação de Espanha.

Fonte: MSC, 16.07.2025

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El sello azul de MSC abre la puerta a nuevos mercados para la sardina de España y Portugal

El sector gallego celebra la obtención de este certificado de sostenibilidad tras cinco años de cooperación y trabajos conjuntos

«Es un día de capturas razonablemente bueno», dice a primera hora de la mañana, en el puerto de Matosinhos, Agostinho da Mata, presidente de la cooperativa de pesca de cerco Propeixe. Al alboroto habitual de las gaviotas sobre los barcos, se suma el bullicio de los medios y la visita de los representantes españoles y portugueses del sector, que celebran la obtención del sello azul de Marine Stewardship Council (MSC). Se reconoce así a la pesquería de cerco de la sardina ibérica (Sardina pilchardus) su gestión transparente de recursos y su condición de sostenible para el medio ambiente y para la propia sardina.

«Solo en esta dársena hay unos 600 marineros y este reconocimiento nos permitirá trabajar en mejores condiciones. Necesitaremos mantener los esfuerzos, pero también se reflejarán en los mercados», continúa Da Mata, marcando la pauta de un día de felicitaciones y promesas.

«El sello de MSC reconoce un ejercicio de transparencia de la pesca (…) en función de las necesidades ecosistémicas», comenta Alberto Martín, director de MSC para España y Portugal, que resalta que hubo un trabajo conjunto para recuperar el stock, que hoy está reconstituido.

También la secretaria general de Pesca española, Isabel Artime, valoró esta colaboración: «España y Portugal no solo comparten el mar, sino la posibilidad de conservarlo y conservar nuestros recursos. La colaboración ha dado frutos tan importantes como el que celebramos», valoró Artime, destacando la trayectoria que ambos Estados emprendieron en el 2021. Desde entonces, 317 embarcaciones lusas y españolas, con 15 cooperativas de productores, acordaron un plan para recuperar la biomasa y la sostenibilidad a largo plazo, que el año pasado fue verificado por una identidad independiente. Uno de los primeros impulsores fue Alberto Castro, de la Asociación de Armadores de Cerco de Galicia (Acerga), cuando en el 2019 empezó a dinamizar las conversaciones para obtener el sello. «Hablamos con el sector gallego, con el portugués, y quién nos iba a decir que estaríamos ahora aquí. Un poco tarde, pero estamos», dice, resumiendo un período de «encuentros, desencuentros y vigilancia muy rigurosa».

A partir de ahora, los pescadores del Cantábrico, Galicia y Portugal pasan a competir con la única sardina europea certificada, la de Cornualles, y podrán exportar a los mercados más exigentes y de mayor poder adquisitivo.

España, que ya tiene certificada la anchoa o el bonito del norte, es la primera vez que cuenta con esta distinción para sardina. Portugal ya la obtuvo en el 2010, pero la perdió cuatro años después, al caer la biomasa. De ahí que el país luso se haya volcado con el evento, con gran presencia institucional: «Esto no es fruto de una buena marea, sino de la competencia y persistencia. Tenemos que asegurar los ingresos del pescador y la renovación generacional del sector», dijo el ministro de Agricultura y Pesca luso, José Manuel Fernandes.

«Cumplimos nuestra parte, hemos obtenido la MSC y ahora Bruselas debe aumentar nuestra cuota y podremos dejar de racanear sardina a los portugueses», reclama Castro, en alusión a los intercambios de cupo que se venían haciendo con Portugal. El país vecino acapara dos tercios de la sardina ibérica.

«O cerco galego e cantábrico fixo un esforzo moi grande e merecen ter algo máis de cuota para traballar, porque saben facelo de xeito sostible», apuntó el secretario xeral de Pesca, Cándido Rial, que considera que esto «permitirá mellorar a marxe de beneficio e as condiciones do sector». Sin embargo, no cree que «a nivel local vaia supoñer unha diferenza de prezo, senón que abrirá novos mercados».

Fonte: La Voz de Galicia, 16.07.2025

La sardina ibérica de la costa atlántica recupera el sello Azul de Marine Stewardship Council que certifica su sostenibilidad

El director general de Pesca, Acuicultura e Innovación Tecnológica, Cándido Rial, participó este martes en la entrega del sello Azul de Marine Stewardship Council (MSC) a las pesquerías de la sardina ibérica de la costa atlántica. De este modo, esta especie recupera este distintivo que garantizador a los consumidores que fue capturada bajo práctica sostenibles y respetuosas con el medio ambiente.

Las flotas del cerco española, a través de la Asociación de Organizaciones de Productores de Pesca del Cantábrico (OPP Cantábrico), y portuguesa, liderada por las Asociación Nacional de las Organizaciones de Productores de Pesca del Cerco (Anopcerco) superaron esta rigurosa evaluación independiente, iniciada en septiembre de 2024 y que cumple con los tres principios fundamentales del estándar MSC: buena salud de la población, mínimo impacto en el ecosistema marino y una gestión eficaz y transparente de la pesquería.

La sardina ibérica es un recurso clave para España y el país luso, con presencia desde el golfo de Vizcaya hasta el estrecho de Gibraltar. Para el año 2025, las posibilidades de captura se definieron en 51.738 toneladas, de las que el 66,5% corresponden a Portugal y el 33,4% al territorio nacional. Las capturas certificadas con este sello son realizadas por una flota de 317 embarcaciones especializadas, de las que 185 son españolas y 132 portuguesas.

Precisamente, en el día de ayer, y con el objetivo de apoyar la este sector, la Consellería del Mar remitió un escrito con los alegatos al borrador de la Secretaria General de Pesca (SXP) del Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentación que modifica la Resolución del pasado mes de marzo por la que se declara el inicio de la pesquería de la sardina ibérica (Sardina pilchardus) en aguas ibéricas de la zona CIEM 8c y 9a y determinadas medidas de gestión para los buques de cerco, racú y piobardeira en el caladero nacional Cantábrico y Noroeste para el 2025, y que recorta en un 50% los topes de captura.

Desde el Gobierno gallego se considera que la disposición estatal compromete la viabilidad de la flota cuando el consumo de la cuota aún está en el 80%. Se solicita también adelantar un mes a fecha para el cálculo del sobrante de optimización para los buques del Golfo de Cádiz que lleva consumido solo el 50% del tope y aplicar el mecanismo de transmisiones de las posibilidades de pesca en favor de la flota gallega, además de defender la aplicación de un intercambio de cupo con Portugal dado que precisa de cuotas de otras especies distintas a las que soy objetivo de la flota del cerco, las cuales podrían ser cedidas por organizaciones pesqueras que disponen de las mismas.

Unidad de la cadena de valor

Este reconocimiento, tal y como se expuso en el acto de entrega, fue posible gracias al esfuerzo coordinado de toda la cadena de valor del sector. Se trata de una colaboración ejemplar entre pescadores, industria transformadora y distribuidores, y que fue decisiva para alcanzar la certificación y avanzar cara una pesca más sostenible y responsable. Hasta ahora solo la flota portuguesa había contado con este reconocimiento, suspendido en 2014 ante los retos en la gestión del recurso.

Es el resultado también de la innovación científica, la cooperación internacional y el impacto socioeconómico positivo de la pesquería, además de un compromiso con la mejora continua, pues significa que el sector se compromete, en un plazo de cinco años, a incrementar la cobertura de observadores independientes a bordo; mejorar el registro de interacciones con especies en el objetivo; evaluar el impacto sobre especies protegidas, amenazadas y en peligro; fortalecer los mecanismos de control y cumplimientos; y promover talleres de capacitación para seguir avanzando hacia excelencia.

Fonte: Xunta de Galicia, 15.07.2025

Certificação da pescaria da sardinha ibérica

Instituto Portugues do Mar e Atmosfera - Homepage

Após um rigoroso processo de avaliação, a pescaria de cerco da sardinha ibérica obteve a certificação do Marine Stewardship Council (MSC), permitindo que as capturas realizadas por embarcações certificadas possam agora ostentar o Selo Azul da organização, símbolo internacional de sustentabilidade. 

A cerimónia oficial de entrega da distinção decorreu hoje em Matosinhos, reforçando o compromisso coletivo com a sustentabilidade dos recursos marinhos e com o futuro das comunidades costeiras ibéricas.

A certificação MSC representa um marco histórico para o setor da pesca do cerco de Portugal e Espanha. A sardinha portuguesa já tinha conquistado esta distinção em 2010, mas a certificação foi suspensa em 2014 devido ao estado crítico do stock. A recuperação e o novo reconhecimento são o resultado de anos de esforço conjunto entre os produtores, os governos e a comunidade científica.

Abrangendo 339 embarcações de cerco, 144 portuguesas e 195 espanholas, esta certificação resulta da colaboração entre 17 organizações de produtores e três associações portuguesas da indústria alimentar, nomeadamente a Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP), Associação Nacional da Indústria pelo Frio e Comércio de Produtos Alimentares (ALIF) e Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), sob a coordenação da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO) e da Organización de Productores de Pesca del Cantábrico (OPPs Cantábrico). 

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) desempenhou um papel fundamental no apoio científico à candidatura. O IPMA constituiu um grupo de trabalho no âmbito do projeto SARDINHA2030, financiado pelo Programa MAR2030 e cofinanciado pela União Europeia, dedicado a reunir informação relevante para a certificação da sustentabilidade das pescas e do ecossistema pelágico, tendo reunido e disponibilizado informação científica essencial, além de conduzir investigação dirigida a colmatar lacunas de informação identificadas no processo. Este apoio valeu ao IPMA o prémio “Impulso à Pesca Sustentável”, atribuído em novembro de 2024 na primeira edição dos Prémios Mar Para Sempre do MSC.

Durante o processo de avaliação da candidatura, iniciado formalmente em setembro de 2024, foram realizados encontros técnicos com os vários stakeholders, incluindo visitas nas instalações do IPMA. Divulgado em março, o relatório preliminar atribuiu pontuações acima dos limiares exigidos em todos os três princípios do padrão MSC.  

A fim de manter a certificação, a pescaria da sardinha ibérica terá de cumprir um conjunto de condições específicas definidas no relatório final de avaliação, tais como o reforço da monitorização científica do stock e a avaliação dos impactos da pescaria sobre o ecossistema, nomeadamente espécies não-alvo e habitats. No âmbito do projeto SARDINHA2030, o papel do IPMA será novamente essencial neste processo, através da produção e atualização da informação científica necessária ao acompanhamento das medidas implementadas.

Fonte: IPMA, 17.05.2025

notícia com esta fonte: Alvorada, 17.05.2025

Certificação da sardinha ibérica premeia qualidade e boa gestão

O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, considerou hoje que a atribuição da certificação de sustentabilidade à sardinha ibérica premia a qualidade e a boa gestão da espécie, feita pelos pescadores, nomeadamente os portugueses.

“É um sinal de sustentabilidade, boa gestão e de qualidade, num reconhecimento que vale a pena o esforço. Porque às vezes o pescador faz um esforço pela sustentabilidade e nem sempre tem esse reconhecimento”, afirmou o governante, em Matosinhos, durante a cerimónia de entrega da distinção pela Marine Stewardship Council (MSC).

Esta organização internacional, que tem como objetivo promover a pesca sustentável em todo o mundo, entregou o selo azul de certificação à sardinha ibérica, recuperando a distinção que havia sido suspensa em 2014, devido a desafios na gestão do ‘stock’.

A certificação, que foi trabalhada por 17 Organizações de Produtores de Pesca (OPs) de Espanha e Portugal, assim como por três associações de indústrias alimentares de Portugal, e ratificada por auditoria da entidade independente Bureau Veritas, reconheceu a conformidade da pesca com a existência de populações saudáveis, impacto ambiental reduzido e uma gestão eficaz.

O plano de gestão foi partilhado entre Portugal e Espanha que, em conjunto, têm 339 embarcações de pesca do cerco vocacionadas para a sardinha, cujo trabalho foi elogiado pelo ministro da Agricultura e Pescas.

“É uma homenagem a um produto que é um excelente alimento, que está ligado à nossa cultura, que é importante do ponto de vista económico, mas também social. É um reconhecimento do trabalho dos nossos pescadores, que nem sempre são devidamente valorizados”, completou José Manuel Fernandes.

Segundo o governante, a campanha da sardinha de 2025 está a decorrer de forma positiva, tanto em capturas como no preço, contribuindo para um rendimento mais justo ao longo da cadeia de valor, desde o pescador à distribuição.

“Temos um aumento de quase cinco mil toneladas este ano. Portugal tem direito a 66,5% da quota partilhada com Espanha, que totaliza 51 mil toneladas. E o preço também ajuda a que haja um rendimento justo para o nosso pescador”, assinalou.

José Manuel Fernandes salientou, ainda, o papel da ciência neste processo, elogiando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o envolvimento direto dos pescadores na recolha e validação dos dados científicos.

“Há aqui uma palavra para o IPMA, que forneceu os dados científicos. Quando esses dados são trabalhados sem radicalismo e envolvem os pescadores no processo, o resultado é positivo”, sublinhou.

O ministro apelou a que esta certificação seja uma novo ponto de partida para a continuidade uma boa gestão dos ‘stocks’ de sardinha em Portugal e Espanha.

“Esta envolvência entre a ciência e aqueles que têm a experiência do mar, os pescadores, e o esforço que fizeram, teve aqui um resultado muito positivo. Agora é importante que não se pare, para que este sucesso e este reconhecimento se mantenham durante os próximos anos todos”, acrescentou José Manuel Fernandes.

Já Alberto Martín, diretor da MSC para Portugal e Espanha, lembrou que esta recertificação foi o culminar de um trabalho de dez anos, que deve deixar orgulhosos todos os envolvidos.

“Houve um grande empenho e trabalho dos governos, associações e pescadores, para aplicar os processos sustentáveis à pesca da sardinha. Com isso estamos agora a celebrar este feito fantástico”, disse o dirigente.

Alberto Martín lembra que esta certificação dará, também, mais confiança aos consumidores para consumirem mais sardinha ibérica, com evidentes benefícios económicos para toda a cadeia.

“Há um reconhecimento nacional e internacional de que a sardinha é pescada de forma sustentável. Os consumidores, tanto da Península Ibérica como do Norte da Europa ou americanos, que são muito importantes, podem ter confiança no produto. Isso traz uma mais-valia nos mercados, até porque o selo azul também implica uma melhoria contínua dos processos”, concluiu o responsável.

Fonte: A Voz do @lgarve, 15.07.2025 (fonte original da LUSA)

Certificação da sardinha ibérica premeia qualidade e boa gestão, diz ministro

Sardinha recupera selo azul de certificação da Marine Stewardship Council, que tem como objetivo promover a pesca sustentável em todo o mundo, suspenso desde 2014 devido a desafios na gestão do stock.

O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, considerou esta terça-feira que a atribuição da certificação de sustentabilidade à sardinha ibérica premeia a qualidade e a boa gestão da espécie, feita pelos pescadores, nomeadamente os portugueses.

“É um sinal de sustentabilidade, boa gestão e de qualidade, num reconhecimento que vale a pena o esforço. Porque às vezes o pescador faz um esforço pela sustentabilidade e nem sempre tem esse reconhecimento”, afirmou o governante, em Matosinhos, durante a cerimónia de entrega da distinção pela Marine Stewardship Council (MSC).

Esta organização internacional, que tem como objetivo promover a pesca sustentável em todo o mundo, entregou o selo azul de certificação à sardinha ibérica, recuperando a distinção que havia sido suspensa em 2014, devido a desafios na gestão do stock.

A certificação, que foi trabalhada por 17 Organizações de Produtores de Pesca (OPs) de Espanha e Portugal, assim como por três associações de indústrias alimentares de Portugal, e ratificada por auditoria da entidade independente Bureau Veritas, reconheceu a conformidade da pesca com a existência de populações saudáveis, impacto ambiental reduzido e uma gestão eficaz.

O plano de gestão foi partilhado entre Portugal e Espanha que, em conjunto, têm 339 embarcações de pesca do cerco vocacionadas para a sardinha, cujo trabalho foi elogiado pelo ministro da Agricultura e Pescas.

“É uma homenagem a um produto que é um excelente alimento, que está ligado à nossa cultura, que é importante do ponto de vista económico, mas também social. É um reconhecimento do trabalho dos nossos pescadores, que nem sempre são devidamente valorizados”, completou José Manuel Fernandes.

Segundo o governante, a campanha da sardinha de 2025 está a decorrer de forma positiva, tanto em capturas como no preço, contribuindo para um rendimento mais justo ao longo da cadeia de valor, desde o pescador à distribuição.

“Temos um aumento de quase cinco mil toneladas este ano. Portugal tem direito a 66,5% da quota partilhada com Espanha, que totaliza 51 mil toneladas. E o preço também ajuda a que haja um rendimento justo para o nosso pescador”, assinalou.

José Manuel Fernandes salientou, ainda, o papel da ciência neste processo, elogiando o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o envolvimento direto dos pescadores na recolha e validação dos dados científicos.

“Há aqui uma palavra para o IPMA, que forneceu os dados científicos. Quando esses dados são trabalhados sem radicalismo e envolvem os pescadores no processo, o resultado é positivo”, sublinhou.

O ministro apelou a que esta certificação seja uma novo ponto de partida para a continuidade uma boa gestão dos stocks de sardinha em Portugal e Espanha.

“Esta envolvência entre a ciência e aqueles que têm a experiência do mar, os pescadores, e o esforço que fizeram, teve aqui um resultado muito positivo. Agora é importante que não se pare, para que este sucesso e este reconhecimento se mantenham durante os próximos anos todos”, acrescentou José Manuel Fernandes.

Já Alberto Martín, diretor da MSC para Portugal e Espanha, lembrou que esta recertificação foi o culminar de um trabalho de dez anos, que deve deixar orgulhosos todos os envolvidos.

“Houve um grande empenho e trabalho dos governos, associações e pescadores, para aplicar os processos sustentáveis à pesca da sardinha. Com isso estamos agora a celebrar este feito fantástico”, disse o dirigente.

Alberto Martín lembra que esta certificação dará, também, mais confiança aos consumidores para consumirem mais sardinha ibérica, com evidentes benefícios económicos para toda a cadeia.

“Há um reconhecimento nacional e internacional de que a sardinha é pescada de forma sustentável. Os consumidores, tanto da Península Ibérica como do Norte da Europa ou americanos, que são muito importantes, podem ter confiança no produto. Isso traz uma mais-valia nos mercados, até porque o selo azul também implica uma melhoria contínua dos processos”, concluiu o responsável.

Fonte: Observador, 15.07.2025