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Ficha IPMA: Sardinha – Sardina pilchardus

Instituto Portugues do Mar e Atmosfera - Homepage

sardina-pilchardus-foto

 

Ficha técnica sobre sardinha no site do IPMA, com dados sobre a sua identificação, biologia, distribuição e habitat, pesca, projectos e outras informações.

 

aceder aqui

imagens

 

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Susto no mar alto com 19 a bordo

‘Nossa Senhora da Lapa’ meteu água a cinco milhas de terra.

Houve aflição e um grande susto. Mantivemos a calma mas ainda estamos um bocado agoniados.” O desabafo ao CM é de Rui Cruz, um dos 19 pescadores que iam a bordo de uma traineira que ontem meteu água a cinco milhas de Peniche e que foi socorrida, sem que ninguém ficasse ferido.

O alerta foi dado pelas 15h10. Uma hora antes, o barco ‘Nossa Senhora da Lapa’, matriculado na Figueira da Foz, tinha ido para a faina da sardinha. Após terem lançado a rede ao mar, “o motorista notou que começou a entrar muita água e largámos logo a rede”. “Pedimos os meios de socorro mas conseguimos vir pelos nossos meios até ao porto de Peniche”, relatou o pescador de 27 anos. “Tínhamos a água ao nível da cintura nas camaratas. O barco esteve mesmo no limite. Mais um bocadinho e já não dava”, desabafou o pescador Silvério Simões, de 46 anos.

Três barcos de pesca que se encontravam nas imediações prestaram apoio e caso a embarcação começasse a ir ao fundo teriam recolhido os pescadores. O salva-vidas ‘Vigilante’, do Instituto de Socorros a Náufragos, e a Polícia Marítima também acompanharam a chegada da traineira a Peniche. No porto, os pescadores não tiveram necessidade de assistência médica. Três motobombas dos bombeiros esvaziaram a água que estava no barco.

Segundo disse ao CM o comandante da capitania de Peniche, Serrano Augusto, o problema foi originado por “uma tábua do costado do barco que se deslocou, deixando entrar a água” para a embarcação.

fonte: Correio da Manhã, 24.06.2017

Sardinha esgotou logo de manhã na lota de Matosinhos

Centro e cinquenta cabazes de sardinhas, com cerca de 20 quilos cada, e muitos outros de cavalas e carapaus.

Às 10 horas, já não havia sardinha para ninguém na lota de Matosinhos, restando os armazéns de peixe congelado para quem procurava. Os cabazes foram vendidos entre 68 e 90 euros na lota, mas no mercado chegaram aos 200 euros.
“Anteontem, na costa de Peniche, detetou-se um grande cardume. Como não há sardinha em mais lado nenhum, foram para lá 40 embarcações de todo o país”, relatou, ao JN, fonte da Docapesca. Cumprindo o limite de quota imposto por legislação, cada barco só conseguiu vender 166 cabazes de um total de 6640. Os preços oscilaram entre os 60 e os 120 euros por cabaz.
“As sardinhas pescadas em Peniche foram vendidas, no caso de Matosinhos, durante a madrugada, esperando-se que de manhã houvesse mais. Só se conseguiram 150 cabazes. Ás horas estava esgotado”, acrescentou a mesma fonte.
Porém, os preços não foram inflacionados nos hipermercados, sabendo-se que na cadeia do Continente era vendida a 6,99 por quilo (dez sardinhas em média), quando na terça-feira passada estava a 7,99 euros.
No mercado de Vila do Conde os preços eram altos: 10 euros o quilo da fresca, 4,5 a congelada.
“Sabemos que no Algarve, Figueira da Foz e em Aveiro o cenário é idêntico. Admito, porém, que no_Porto, por alturas do São João, esta escassez faça elevar os preços do peixe destinado aos consumidores”, referiu a fonte da Docapescas em Matosinhos.
A verdade é que já na terça-feira se falava nas Fontainhas,_Porto, que a dose (seis sardinhas e batatas) custaria 17,5 euros), mas alguns restaurantes apostavam em doses que não ultrapassavam os 10 euros.

 

fonte: Jornal de Notícias, 23.06.2017

Organizações do sector da pesca ajudam vítimas dos incêndios

As organizações de produtores do sector da pesca (OP) Centro Litoral, Propeixe e Opcentro, com o apoio da Ministra do Mar, decidiram associar-se à acção solidária de recolha de fundos de apoio às vítimas do incêndio que deflagrou no passado sábado, em Pedrogão Grande. A iniciativa partiu do presidente da Centro Litoral, António Lé, que lançou o desafio aos seus pares que se prontificaram a dar a sua ajuda. Neste contexto, irá ser doado o valor da venda dos primeiros dois a três cabazes de sardinha, vendidos em lota pelas embarcações aderentes destas organizações de pesca, demonstrando deste modo a sua solidariedade para com as famílias das vítimas do trágico acidente que assolou a região de Pedrogão Grande. Esta acção solidária está a decorrer durante esta semana, com final marcado para amanhã.
Leia a notícia completa na edição em papel.

JN na pesca da sardinha a bordo de uma traineira

O JN acompanhou a embarcação “Camacinhos” numa saída ao mar para a pesca da sardinha. A imprevisibilidade do trabalho resultou apenas em quatro cabazes, o equivalente a 100 quilogramas de peixe.

 

fonte e video: JN, 18.06.2017

Como se escolhe uma boa sardinha?

Resultado de imagem para sábado logoEm época de arraiais, a gastrónoma Fátima Moura explica tudo o que temos de saber sobre sardinhas

 

Fátima Moura é gastrónoma, tem uma predilecção por peixe – já publicou os livros Portugal, o Melhor Peixe do Mundo (com José Bento dos Santos) e Cataplana Experience, ambos na Assírio & Alvim – e explica aqui o que temos de saber sobre sardinhas: antes de sermos apanhados desprevenidos pelo cheiro irresistível das grelhas na rua.

 

A sardinha é para comer agora?
É dos poucos peixes em Portugal, a par da lampreia, que é comido na época certa. Toda a gente sabe quando se deve comer sardinha e como a apanhar no seu melhor. Devia ser um exemplo a aplicar a todos os peixes, para se evitar sempre a época de reprodução e preservar as espécies em estado selvagem.

A época certa coincide com os santos?
É um bocado forçado. A sardinha é de facto um peixe para comer no Verão, mas a altura em que está melhor é final de Julho, Agosto e início de Setembro. Em Junho já é muito abundante, mas ainda está a engordar. A altura boa é quando ela já está gorda.

De onde vem a relação dos portugueses com a sardinha?
A sardinha é quase um símbolo da alimentação em Portugal. Se for a uma aldeia e perguntar às pessoas mais velhas, todas se lembram de comer muita sardinha quando eram jovens, nos anos 20/30. E era uma sardinha para duas pessoas, com os rapazes a ficarem com a cauda, por ter mais carne e eles terem trabalhos mais pesados. Por ser um peixe abundante, que há por toda a costa, era mais barato, e seguia para o interior também em conserva. Por isso é que se tornou um peixe popular, o que também explica que se associe às celebrações populares.

Como é que passou a ser um peixe caro?
Continua a ser abundante, como é comum nos peixes de superfície. A questão põe-se mais com as quotas da União Europeia para a pesca, que a limitam. Como a sardinha até é usada para fazer farinha para alimentar os peixes em aquacultura, também não sei como seria se a pesca fosse livre – mas basta esperar um bocado. Os preços sobem na altura dos santos por causa da procura. Antigamente, a tradição era pedir-se à dúzia ou à meia dúzia, e era a dúzia de padeiro – que traz mais uma para as eventualidades. Agora o que acontece é que as doses só trazem quatro ou cinco. Baixa-se na quantidade para não se subir no preço. Depois desta época os preços estabilizam e é aí que a sardinha está mesmo boa.

É na brasa que a sardinha sabe melhor?
Isso tem piada, porque devíamos dizer sardinha grelhada e não sardinha assada. Para ser assada tinha de ser cozinhada em recipiente fechado e não é o caso dos santos. Deve ser o único caso em que fazemos esta confusão de forma consciente. Na verdade, a sardinha é quase como o bacalhau, tem muitas formas de confecção, embora quase todas tenham caído em desuso. Por exemplo, a petinga, que tem outro nome mas é apenas a sardinha ainda pequena, come-se frita.

O que confirma a ideia de que na sardinha até as espinhas são boas?
Na petinga come-se tudo. E na sardinha assada não faz mal nenhum comer as espinhas mais finas. Aliás, quando se diz que a sardinha em conserva é boa para a saúde é precisamente porque tem muito cálcio. As espinhas quase se desfazem na conserva e acabamos por comer tudo. E há outra tradição implícita que também só se respeita com a sardinha: quando nos queixamos que alguma da nossa dose não está boa, há a regra da substituição e trazem logo outra. Isto acontece porque toda a gente sabe que é um peixe que não é tratado com finura, vem sempre aos montes.

Como podemos detectar se a sardinha é boa?
Se for comprar fresca, para cozinhar, basta pegar nela. Se o rabo abanar ou ficar pendurado é porque já está a ficar mole, não é boa. Quando já está cozinhada, é apertar com o dedo. A sardinha boa é a que estiver mais rija. E não é por estarmos nas festas populares que devemos deixar de reclamar quando encontramos uma sardinha má. Pelo contrário. Nestas alturas, em que há a preocupação de cozinhar muita quantidade, a tentação é usar lumes mais altos, e isso faz com que, muitas vezes, a sardinha fiquei queimada por fora mas mal cozinhada por dentro. Depois de o mal estar feito, não há solução, até porque uma sardinha não deve passar duas vezes pela grelha. O ideal é pedir logo à partida para não se esquecerem de grelhar com calma. Já que estão caras, e já que só temos poucos meses do ano para as comer, não vale a pena contentarmo-nos com sardinhas más.

Especialista ambiental português aconselha redução do consumo da sardinha

O responsável das florestas da World Wild Fund for Natures (WWF), Rui Barreira, aconselhou hoje à redução do consumo da sardinha para não pôr em risco a sua subsistência.

 

Numa intervenção no fórum Gaia Todo um Mundo, Rui Barreiras lembrou ser Portugal dos “países do mundo que mais peixe consome” o que, no caso da sardinha, e da forma como é consumida e capturada, torna insustentável a sua subsistência.

“Vai deixar de ser uma espécie que podemos consumir porque vai ficar por baixo no ecossistema”, alertou o português membro de uma das Organizações Não Governamentais (ONG) ambientalistas mais conhecidas e influentes a nível internacional,

Referindo-se ao “Projeto Fish forward”, da WWF, recomendou em alternativa à sardinha o consumo da cavala, que indicou ser “uma solução sustentável e saborosa” por surgir no topo do ecossistema, dada a pouca procura em termos de pesca.

Salientando que “só a mudança de hábitos de consumo altera a qualidade de vida de todos sem prejudicar o planeta”, Rui Barreira revelou haver “cada vez mais jovens portugueses, em idade escolar, a tornarem-se vegetarianos”.

Procurando retirar peso ao anúncio do presidente Donald Trump da retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, disse esperar que o efeito seja contrário à vontade do governante.

“O facto de ele ter retirado os EUA do Acordo de Paris não vai inviabilizar o país em continuar a ser líder na diminuição das emissões de CO2”, disse, explicando que “ao contrário do que possa pensar-se, estão todos a juntar-se no sentido de ir no caminho oposto, a começar pelos empresários locais”.

Da mesma forma, defendeu “uma gestão sustentável” da floresta portuguesa, “aumentando o mosaico florestal, como já sucede do rio Tejo para baixo”, ao contrário do que se passa no “Centro e Norte, fustigados pelos incêndios”.

E com os cidadãos no centro de todas as decisões, também as ONGs [Organizações Não Governamentais] “sofrem com isso”, admitindo o especialista português dificuldades financeiras na WWF por as pessoas “não terem o compromisso de lhes doar do seu dinheiro”.

“O problema de financiamento reduz a nossa capacidade de resposta e há que trabalhar com empresas, governos e a ter de recorrer a financiamentos europeus para podermos exercer a nossa atividade”, sustentou.

E concluiu: “há muito voluntariado social, mas pouco voluntariado ambiental”.

Da Religião à Moda, passando pelas Instalações Nucleares, Energia, Hidrografia ou Cidades Sustentáveis, são mais de 20 personalidades de vários pontos do mundo que até domingo participam em painéis de debate que terão lugar no fórum Gaia Todo um Mundo, em locais tão distintos como a Capela Convento Corpus Christi ou o Armazém 22.

 

fontes:

Sapo, 16.06.2017

TVI24, 16.06.2017

Público, 16.06.2017

Santos disparam preço da sardinha

Sardinha no pão a 3 euros no Santo António fez pescadores alterarem a rota da faina.

O preço do quilo da sardinha não pára de aumentar e deverá subir ainda mais até à véspera de São João, a 23 de junho.

Os arraiais dos Santos Populares são os responsáveis pelo disparar da procura. A sardinha é vendida, à unidade, a um preço que varia entre um e dois euros, mas na véspera de Santo António, em Lisboa, atingiu os três euros.

Em Vila do Conde o cabaz com 22,5 quilos é vendido, em média, a 26 euros, o que representa o preço de 1,15 euros o quilo. Valor que levou os pescadores, na véspera do Santo António, a rumarem mais a Sul, tal como referiu ao CM o presidente da Própeixe, Agostinho da Mata. “Os santos lá [em Lisboa] já começaram e não podíamos perder a oportunidade de ganhar mais algum dinheiro”, referiu.

Uma decisão acertada para o negócio, pois segundo os dados disponibilizados pela Docapesca, a sardinha atingiu na última semana o preço por quilo de venda em lota de 3,66 euros em Peniche. Na Figueira da Foz, o quilo custou 2,14 euros.

Nos próximos dias, os pescadores vão, contudo, inverter o sentido das embarcações para norte, para Matosinhos.

Recorde-se que, noutros anos, em véspera de São João, o cabaz foi vendido a 200 euros, ou seja, a 9 euros o quilo.

fonte: Correio da Manhã, 15.06.2017

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